quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Adeus Gonçalo

Há uma semana atrás eu dizia aqui neste espaço:
O Gonçalo...
Pois é Gonçalo... é a tua vez... o meu último “amor”! O que posso dizer de ti? Acabou? Somos só o que sempre fomos, amigos? Ou vais voltar a procurar-me? Serei eu a procurar-te? De ti e para ti falarei depois!
Depois é agora!
Já tenho todas as respostas, surgiram hoje no inicio da tarde.
“estás bem?” apareceu na janela do msn
“estou” respondi
“mesmo... estou serena” acrescentei uns segundos depois
“o pai natal deu-te serenidade foi? ... a mim deu-me uma companheira”
Não nego, senti o coração apertar-se... contei até cinco e respondi:
“tivemos sorte com o pai natal”
Demorou pouco o meu desconforto, no decorrer da conversa dei por mim a rir contigo.
E foi assim que fiquei com a certeza de que acabou. Continuamos como sempre fomos, amigos. Tu não me farás visitas nocturnas e eu não te convidarei para a minha cama.
Nem me surpreendeste, nem me magoaste. As regras eram claras e as minhas até mais restritas que as tuas. Adivinhava-se. Sentia-se.
Não te perdi porque nunca te tive, e nunca tentei ter-te porque tinha pouco para te dar.
Para dizer adeus, repito uma frase que te disse antes:
Ficarás em mim irremediavelmente ligado ao fim do mundo, a tecnologia mecânica, a verde vermelho e amarelo, a Il Divo, a 2006 e ficarás para sempre com um pedacinho do meu coração.

Desejo-te... ops, agora é sem pausa :)... o melhor que ouses sonhar!

Um beijo cheio de carinho e boa sorte!
Ah! Uma informação importante :)... mantemo-nos no limite elástico...

14 comentários:

Esteril disse...

Realmente, aconteceu-te aquilo que normalmente dá as relações por teminadas, apareceu alguém para clarificar e libertar-te para sempre. Pelo menos, agora metes uma pedra e partes para o futuro, vivendo o presente, sem esperar o passado voltar. Parabéns por estares de novo viva, vais ver que vais mudar. Como te disse num dos teus post's anteriores, enfrenta o medo e manda uma msg, não sei se era relativo a este, acho que era para um tal Pedro, mas se o fizeres também com esse, vais sentir o mesmo alívio que te tentei explicar na altura. Sei que me entendes... Arrisca e liberta-te...
Agora o que é o limite elástico? tipo afastamento agora parar sarar, e aproximação mais tarde?
bjs

Marta disse...

Foi do Pedro que falámos (pq para mim isto é falar), e percebo o que dizes, mas não lhe posso mandar uma mensagem porque…
Adiante realmente sinto-me serena, estou a conseguir essa serenidade com a terapia que estou a fazer neste blog, estou a dizer o que me passa pela cabeça, sem medo do que quem está a ler vai pensar de mim. Estou a ser cobarde porque o faço de forma anónima? Que se dane… está a fazer-me bem… para já basta-me.
Não estava presa ao Gonçalo, não tivemos uma relação, tivemos momentos, bons, mas só… também não poderíamos ter tido mais. Mas a porta estava entreaberta, já não está, só mudou isso!
Sinto-me viva sim e começo a libertar-me… será um processo lento…
Agora o limite elástico! Nada tão rebuscado quanto o que sugeres, trata-se de um termo técnico.
A elasticidade dos materiais é definida pela capacidade dos mesmos se deformarem, quando aplicadas forças exteriores, voltando à sua forma inicial quando cessada a aplicação dessas forças.
Um dos nossos medos (meus e do Gonçalo) era ultrapassar o limite elástico.
Hoje, terminada que está a acção da força exterior, voltámos à nossa forma inicial… mantemo-nos no limite elástico!
bjs

Menina - Mulher disse...

A palavra mais penosa para mim ..é a palavra adeus...embora não acredita muito nela...
Contudo o importante é o verdadeiro milagre da vida..estar viva!!!!!!!!! por isso abre as asas e voa o mais alto que conseguires...

jinhos

Marta disse...

Ai Menina,
Tenho dias que quero voar para longe, outros que alguém me agarre as asas e me impeça de voar sozinha, tenho outros, como hoje, em que estou danadinha p’ra fazer uns voos de reconhecimento…
Também não aprecio especialmente a palavra adeus, mas às vezes temos que a dizer para a interiorizar.
Bj

Esteril disse...

Estou a ver que percebes de resistência de materiais. :)
Então não chegaram á deformação permanente, ou até á rotura. Mas nas relações humanas será que esse limite elástico, volta sempre ao mesmo ponto? Sem mágoas, sem recentimentos? Sem dor. Talvez sim, mas se não, também o que importa é que foi vivido e soube bem e faz parte de ti, da tua história e do teu passado. Sim passado.
Quanto ao seres anónima, é uma fase, não te preocupes. Eu também o faço de forma semi anónima. Semi, porque já deixei algumas pistas que me ligam a mim, de um lado ou de outro. Um pouco de saber e já está. Já passei essa fase de me preocupar com o que pensam. Se não gostarem, quem me conhece, azar, assim não me importunam mais. Mas quem não conheço e gosta, tenho mais hipóteses de fazer novas amizades, o que para mim já é positivo.
Beijinhos

Marta disse...

Esteril,
Estou a ver que não sou a única :)
Chamo-lhe deformação plástica, e não, não cheguei lá! Rotura então, nem pensar! Os ensaios de tracção foram feitos, logo ficaram marcas, mas são boas, temos mais cumplicidade, o carinho cresceu e não, não tenho mágoas, nem poderia ele só me fez bem. É verdade que a linha que separa a elasticidade da plasticidade é ténue… durante os ensaios cheguei a pensar que estava tudo perdido, mas o alarme disparou por um qualquer bloqueio informático que nada tem a ver com tecnologia mecânica.
Quanto ao anónima, eu sei que é relativo, sei que alguns, senão todos estes textos me denunciam… Este post é um perfeito exemplo de o que não se deve fazer, estas explicações... pior. Está nas mãos do acaso ou destino… (onde será que ouvi estas palavras?)
:)))))

Esteril disse...

Fazes-me rir... lol
Bom quanto à matéria de resistência dos materiais, tens isso muito mais fresco que eu. Confesso nunca gostei, foi tirado a ferros. E de ensaios, na metrologia, acho mesmo que foi a ultima cadeira, quase oferecida. :)
Das duas umas, ou trabalhas com essas coisas, ou acabaste recentemente o curso, ou ainda és prof. dessas matérias. Afinal eram 3 :)
p.s. estou a ouvir a Ana C. e Seu J. (sou viciado)
Beijos

Marta disse...

As deduções não más de todo, embora não estejam bem certas
Quanto ao fazer rir eu sempre sonhei em trabalhar num circo.
:) bj

Esteril disse...

A vida é um circo, um teatro...
As vezes somos palhaços, outras damatizamos, outras amamos e somos amados. Somos vilões ou bozinhos.
Eu sempre sonhei ser cantor e nem num karaoke tive coragem de me por à prova. Apenas cantei numa tuna, mas no meio dos copos e de tantas vozes, não havia mal... :)))
Bjs

Marta disse...

Começo a preocupar-me com a tua identidade...

Mina disse...

As respostas surgem quando menos esperamos. É uma pena que a insensibilidade masculina nos afecte tanto... Mas fico contente por te teres conseguido libertar de algo que não contribui para a tua realização pessoal :)
Gostei do espaço, vou passando por cá. Força!
Bjs.

Marta disse...

Mina,
É um prazer recebê-la :)
Concordo que os homens (maioria), são insensíveis e isso às vezes deita-nos por terra, mas este não tinha que ter um cuidado especial ao dizer-me, éramos amigos e somos, e aos amigos as coisas simplesmente dizem-se. Se dormimos juntos? Sim. Mas foi sexo, só.
Bem, para nós mulheres é difícil ser só sexo, envolvemo-nos, eu também o fiz, mas sabia ao que ia, joguei o jogo, tenho que pagar a factura. No problem.
Bj

Anónimo disse...

Bem eu tb me preocupava com a identidade....too much coincidences...

what a mindgame you guy´s are...
o Atento

Esteril disse...

Preocupada com a identidade porque?
não sou teu conhecido... sabes bem!! :)
Homens sensíveis... aqui estou eu :)
Quanto ao sexo sem amor, para nós é mais fácil, mas todos o fazem nem q seja uma vez, depende é da cumplicidade, e se for mt boa, gera dependencia, as pessoas não sabem é diferenciar dependecia de estar só com amor... :)
Serei um estraterreste que é frio? Ou serei apenas dos poucos acordados?
Sr.(a) anónima, não se você tem mt para opinar sobre coincidências, ou não será tão anónimo(a) como diz.... lolololol
Bjs